sábado, 17 de dezembro de 2011

Danada da Chatuba, vá para o Mandela de van. E não volte mais.

Não sou o tipo de pessoa que parece viver em um jogo de poker e desconfia de tudo e de todos. Não sou o tipo de pessoa que tenta adivinhar o que a pessoa está pensando, avaliando o que ela diz em “verdade” e “mentira”; até porque eu não sou boa em desvendar uma “poker face”. Se eu estivesse em um jogo de poker perderia todas as minhas fichas pela minha inabilidade em mentir sem começar a rir de nervoso ou por não conseguir atestar a veracidade ou não de algo dito por outra pessoa. Minha “poker face” se resume aquela cara escrota de quem quer rir, mas está se segurando bastante porque, se começar, vai fazer xixi nas calças eternamente. Não que eu faça xixi nas calças atualmente, mas já fiz muito, hein! Ah, adoro quando eu exponho minhas intimidades assim tão facilmente! Mentira. Aliás, eu não tenho xixi eterno. Só pra deixar claro. Sei lá né, não quero que ninguém pense que eu tenho uma torneirinha quebrada que fica vazando por aí. Ah, e eu também não tenho torneirinha! Enfim, essa conversa está começando a ficar um pouco constrangedora pra mim, por isso, vamos voltar ao começo da conversa? Eu não sou desconfiada, nem um pouco. Tá, talvez, eu seja um pouco. Mas só sou assim porque algumas garotinhas sinistras querem arrumar confusão comigo mandando coisas para o meu namorado. Pausa para aplausos por alguém realmente me aturar com todas as psicoses possíveis. E por essa pessoa não ser a minha mãe – o que seria muito estranho se fosse. Aliás, beijo, mãe! Após esse minuto de silêncio porque ninguém, exceto a minha mãe, deve ter me aplaudido, devo dizer que há muitas danadas da Chatuba por aí. Danadas que nem na Chatuba moram (Chatuba é um lugar, certo? Até alguns dias atrás eu não saberia dizer, porém uns amigos conhecedores da filosofia do funk me explicaram que é sim). Essas taradas que voltam de van do Mandela me deixam louca! Elas parecem estar no ritmo do “você quer?” e ficam se oferecendo para os comprometidos. Sem querer citar fatos nem nada mas, vendo o facebook das pessoas (gosto do plural mesmo que ele signifique apenas uma pessoa: meu namorado), observei bem detalhadamente o mural delas (só o dele mesmo). Havia uma foto de uma novinha-de-14-que-já-tá-querendo com o gorrinho do papai Noel (aliás, beijo, papai Noel! Não se esqueça do meu presente, hein? Fui uma menina muito boa esse ano, como sempre, mereço meu Volvo). E ela escreveu algo do tipo “Neste natal, eu desejo a todos muito AMOR, alegrias em massa, felicidades sólidas, pensamentos positivos, carinhos sucessivos, beijos redobrados, amassos enumerados, sorrisos verdadeiros, amizades verdadeiras, olhares sinceros, palavras de forte impacto real, atos. Enfim.. Desejo o melhor que o melhor da vida pode nos dar, se soubermos conquistar – carinha feliz” – pode parecer que eu copiei e colei mas não fiz isso não. Minha poker face. Ah, tudo bem, eu copiei e colei... Mas só fiz isso pra que não pensassem que eu fosse maluca e que estava imaginando coisas. Só uma pergunta... Que porra é essa de beijos redobrados? E amassos enumerados? Quer dizer, que porra é essa de marcar o meu namorado nessa pouca vergonha? Papai Noel, vai ser muito injusto se o senhor der um presente pra essazinha e ignorar meu pedido do Volvo. O senhor está vendo que ela não foi uma boa menina, não está? Não, eu não estou querendo que você deixe de dar o presente pra ela porque eu estou com ciúme, mas isso seria uma boa idéia. Só acho. Agora eu só espero que ele não curta e comente algo nessa foto. Se ele fizer isso, posso começar a desconfiar que ela quer alguma coisa com ele. E olha que eu quase não desconfio de ninguém.

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