
Não gosto de julgar as pessoas. Não gosto mesmo. Entretanto, isso não quer dizer que eu não faça isso mentalmente ao visualizar aquela nova espécie de ser humano (ou uma nova espécie de zumbi que vieram das profundezas do inferno e que, por alguma razão, ainda respiram) usando mini-short e top com o piercing sensual pendurado no umbigo – que eu poderia, facilmente, usar como corda e realizar um rappel. Mas isso é só detalhe. Esses alienígenas que, infelizmente, ainda não foram banidos da terra são denominados “nem”. Há algumas variações, como “colega”, porém nada se compara ao maldito e velho “nem”. Sabe aquela pessoa que você odeia porque não sabe conversar? Aquela cujo cérebro só consegue assimilar palavras soltas ou frases curtas como “empina”, “rebola”, “é o pente”, “você quer?” e “senta”. Aquela que, quando você pergunta sobre alguma coisa, por exemplo, o significado de algo, ela te responde mais ou menos assim:
– O que é um lance?
– Um lance é um lance.
– Hã?
– Um lance é um lance e um romance é um romance. E um pente é um pente.
A resposta mental para isso seria um “foda-se” alto e em bom som. Mas, infelizmente, eu sou muito bem educada e apenas deixo de falar com essa pessoa – que, na verdade, nem sei por que pensei em iniciar uma conversa com um elemento dessa espécie que deveria estar extinta. O “nem” do gênero masculino é o típico comelão que, na verdade, só pega travesti nos fins dos bailes. E mesmo assim porque contribui com a prostituição. É aquele cara nojento e suado que vem falar com você (comigo não, porque eu não freqüento esses lugares... Tenho medo que isso possa ser passado através do ar e prefiro não respirar perto dessas pessoas. Não que eu seja preconceituosa, só estou me precavendo) mandando a seguinte cantada: e aí? Rola ou não rola? (Rola ou não rola o que? Desculpa, não entendi) Uma pedra estava em cima da ribanceira; e aí? Rola ou não rola? (Vem cá, você tá falando sério?) Tô, nem, e aí? Rola ou não rola? (Olha, não sei... Mas se você enfiar a porra da pedra no teu cu e der uma cambalhota, quem sabe você não rola, cai da ribanceira e morre?) Sei que a minha educação foi expirada em um momento como esse, mas paciência tem limite. Que porra é essa de “rola ou não rola”? Poupe-me. Alguns “colegas” inventaram até uma língua própria. Com expressões e tudo. Afinal, “vuk vuk” e “digdin” não são de língua alguma. Ah, sinceramente, cansei dessas pessoas que tem a avó maluca. Elas que fiquem largadas de barriga na dança do creu. Ninguém mandou estar com uma vontade louca, muito louca. E é isso aí! E eu, que sou foda e avassaladora, me despeço lembrando que: ai, ai, ai, ui, ui – follower, tu me seduz!
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