sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

O Fracasso de Bilheteria

Quando me olho no espelho, eu vejo tantas coisas novas.. Parece que foi ontem que eu me deparava com uma criança.. Boba, sozinha e sem amigos, é verdade, mas isso não me impedia de sorrir, porque eu era realmente feliz, na minha inocência de que o mundo é perfeito, tudo o que eu precisava era da minha imaginação. Hoje, tudo mudou, mesmo que sempre de vez em quando não aparente, eu sou um homem agora, e os sorrisos se transformaram em lágrimas, e eu não sei dizer porque, sou incapaz de lembrar ao certo quando a derrocada começou, isso é, quando a minha vida começou a rodar em preto e branco, e quando digo isso, não quero dizer que ficou romântica e descolada como nos filmes dos anos 60, mas como ficou monótona. Uma parte de mim quer ser feliz, uma parte de mim quer ter muitos amigos e uma vida social estável, uma parte de mim almeja um futuro, como uma carreira e um emprego, nada muito bom, apenas levar minha vidinha mais ou menos tranquilamente.. Mas no fundo, bem lá no fundo, eu ainda sou uma criança, insegura, que não sabe como encarar os próprios defeitos, e que chora tentando pedir socorro, porque o tempo passou e o mundo girou, e eu continuo aqui: Parado, em meu quarto, olhando para meu espelho, vendo a minha vida em terceira pessoa, como em um filme. Sendo a minha vida, provavelmente, alguma produção independente, zoada pela crítica e assistida por meia dúzia de pessoas na única sala de cinema em que foi disponível por apenas uma semana. Dito isso eu me pergunto: Por que? Por que eu continuo assistindo isso? Por que eu não tento mudar o roteiro dessa história trágica? Afinal, eu sou o único que, de fato, pode fazer isso.



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